A análise de falhas é uma ferramenta crucial para gestores de obras, garantindo a segurança e a qualidade em cada etapa do projeto. Mesmo com um planejamento rigoroso, imprevistos podem surgir durante a construção. Mas como lidar com esses problemas? A análise de falhas tem como objetivo identificar possíveis problemas e estabelecer rotinas de verificação e reparação.
Embora não possamos eliminar completamente os riscos, podemos reduzir significativamente a probabilidade de erros e otimizar um plano de ação para corrigi-los. Vamos entender como isso pode ser feito através da análise de falhas.
Conhecendo os tipos de falhas
Primeiro, precisamos identificar os diferentes tipos de falhas que podem ocorrer:
Falha de produto: Esta é a mais comum e ocorre quando os padrões de qualidade dos materiais ou da mão de obra não são seguidos. É evidente quando o produto apresenta algum defeito, geralmente descoberto pelo cliente, causando insatisfação.
Falhas de processo: Estas são mais sutis e podem passar despercebidas inicialmente, mas comprometem a eficiência e produtividade, aumentando custos e atrasando o projeto.
Falhas administrativas: Incluem a compra de materiais incorretos, falta de instruções, ausência de registros ou retirada de materiais por engano.
Mapeando possíveis erros
Depois de conhecer os tipos de falhas, o próximo passo é analisar e mapear os possíveis focos de erro. Aqui estão alguns métodos para ajudar nessa tarefa:
Busca ativa: Toda a equipe deve ter acesso ao projeto para identificar possíveis falhas em cada processo.
Pesquisa operacional: Consulte fontes e verifique os erros mais comuns em obras similares.
Conversa com Especialistas: Contrate profissionais especializados para identificar áreas com maior risco de defeitos.
Ensaios químicos e físicos: Realize testes laboratoriais para avaliar a qualidade dos materiais e detectar falhas no produto.
Elaborando um plano de ação
Com todas as falhas mapeadas, é hora de criar um plano para prevenir, controlar, fiscalizar e reparar esses erros. Recomenda-se criar uma matriz de análise de falhas com os seguintes parâmetros:
-Denominação da falha;
-Descrição da falha;
-Cálculo da probabilidade de ocorrência;
-Avaliação do risco para o projeto;
-Medidas de prevenção;
-Medidas de fiscalização;
-Ações de reparo e minimização de danos;
-Importância da rotina de acompanhamento;
A análise de falhas deve ser uma ferramenta contínua e integrada à rotina de acompanhamento da obra. Dessa forma, podemos reduzir a ocorrência de falhas e garantir estratégias eficazes para minimizar os danos quando eles ocorrem.
A Setef, com sua experiência no setor de construção, reforça a importância de uma abordagem proativa na gestão de projetos, garantindo a qualidade e a satisfação do cliente em cada etapa da obra.